Diferenças entre Terapia de Vidas Passadas e Psicoterapia Reencarnacionista

junho 16, 2019 Por Ana Carvalho 0

Chegam muitas dúvidas sobre a Terapias de Vidas Passadas (TVP) e a Psicoterapia Reencarnacionista. A principal delas é a seguinte: trata-se da mesma terapia ou há diferenças? Para sanar esse questionamento, fomos atrás de informação de qualidade, entrevistando a profissonal Marta Bonikowski Carta, que é formada justamente nas duas técnicas.

Confira a entrevista:

O que é Terapia de Vidas Passadas?

Martha Bonikowski – A TVP é uma técnica descoberta pelo psiquiatra norte-americano Brian Weiss. E podemos dizer que a descoberta se deu pelo acaso. Em seu consultório, ele tratava de casos mais graves com hipnose, e uma de suas pacientes, bastante receosa quanto ao uso de medicação, solicitou o tratamento com a hipnose para aliviar vários sintomas.

Já na primeira sessão a mesma relatou detalhes e nuances de questões, que não se enquadravam à sua vida atual. Porém, a cada nova sessão, seus sintomas iam diminuindo até que a mesma se sentiu em equilíbrio. O próprio Weiss questionou a sanidade da paciente.

Porém, a mesma não se enquadrava em nenhuma doença mental. Foi aí que ele começou a levar em consideração a existências de vidas passadas. Não entrarei em detalhes, mas o caso Katherine está descrito no livro Muitos Mestres, Muitas Vidas

E o que é a Psicoterapia Reencarnacionista?

Psicoterapia Reencarnacionista veio à tona com o médico brasileiro Mauro Kwitko, com especialização em pediatria e homeopatia. A base da TR é a “Personalidade Congênita, termo usado pela primeira vez no livro de André Luiz, Obreiros da Vida Eterna, psicografado por Chico Xavier Segundo André Luiz, a Personalidade  Congênita é composta por características de personalidade   (medo, ansiedade, raiva, tristeza, abandono), que muitas vezes nos impedem de chegar à perfeição, ou de sermos felizes.

Estes traços são considerados pela psicologia tradicional como inatos. Já o termo Terapia Reencarnacionista, foi utilizado por outro autor espiritual, Manoel Philomeno de Miranda, no livro Transtornos Psiquiátricos e Obssessivos, psicografado por Divaldo Franco.

Podemos escolher qual emoção iremos curar, quais experiências precisaremos desenvolver, quem serão nossos pais. Segundo Manoel, utilizamos essa técnica no período de entre vidas, para programar os nossos aprendizados aqui ao reencarnarmos.

O autor diz, ainda, que podemos escolher qual emoção iremos curar, quais experiências precisaremos desenvolver, quem serão nossos pais, e qual infância será mais proveitosa para aflorar a nossa “Personalidade Congênita”. O intuito básico é o que a doutrina espírita chama de Reforma Íntima: mudar o polo negativo de uma emoção, transformando-o em positiva.

Quais as diferenças entre Terapia de Vidas Passadas e Psicoterapia Reencarnacionista?

Existem grandes diferenças entre uma e outra técnica. Terapia de Vidas Passadas, temos o seguinte: O papel do terapeuta é atuante, ele dá comandos específicos para que o cliente lembre de situações que lhe causam desconforto; não se prende a nenhuma religião, porém respeita todas.

A função básica é romper a sintonia do cliente com aquele sofrimento. Na Terapia Reencarnacionista, acontece o seguinte: o terapeuta é um auxiliar do mentor  espiritual do cliente.

O mentor é que determina quais memórias  precisam ser liberadas, convida o cliente a fazer uma releitura de sua infância, permitindo conhecer os gatilhos que geram uma determinada emoção, e a armadilha que o prende a ela. Respeita a “Lei do Esquecimento”.

O mentor não trará questões não edificantes para seu tutelado; trata a todos que a buscam, respeitando todas as religiões; trabalha basicamente a “Personalidade Congênita”, equilibrando as emoções negativas, positivando-as, permitindo ao indivíduo, cumprir sua missão com o máximo de proveito.

Se sou uma pessoa curiosa, posso me submeter a uma sessão?

Ambas as terapias não percebem a curiosidade como motivador de um trabalho terapêutico, precisa existir um motivo tangível.

Quem não pode se submeter às sessões e por quê?

São vetados em ambos os tratamentos em pacientes com histórico de doenças cadíacas; Hipertensos; Pacientes com AVC; Mulheres grávidas; pacientes com histórico de doenças psiquiátricas graves. Nos casos citados, em ambas as terapias existem outras opções, como no caso de auxílio de outo profissional que fará a vez do cliente, sendo esse atendimento presencial, no caso da TVP e presencial ou não na TR.